Fístula perianal


Fístula perianal

 

Fístula perianal é uma comunicação anormal entre o canal anal e a pele ao redor do ânus. Origina-se, mais comumente, pela obstrução de uma glândula dentro do canal anal que infecciona, culminando com a drenagem através da pele.

As fístulas perianais acometem 2 vezes mais homens que mulheres e podem estar relacionadas a outras causas como doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn), neoplasias, radioterapia ou trauma.

Os sintomas mais comuns é o aparecimento de uma pequena nodulação na região perianal com orifício por onde sai secreção sanguinolenta ou purulenta. Em alguns casos, a fístula é precedida por um abscesso perianal, que é uma tumoração dolorosa na região que após drenagem pode se tornar uma fístula.

À palpação, pode-se notar um trajeto endurecido entre o orifício externo e o interno quando são mais superficiais. Trajetos fistulosos mais profundos são mais difíceis de palpar. Nesses casos pode ser necessária a realização de exames complementares como ressonância nuclear magnética de pelve ou ultrassom endoanal.

Existem quatro tipos de fístula perianal que são classificados de acordo com o acometimento dos esfíncteres interno e externo (músculos que são responsáveis pela continência).

 

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Tratamento

O tratamento da fístula perianal é cirúrgico e é baseado basicamente na abertura do trajeto fistuloso, fazendo com que a cicatrização feche o trajeto. Em fístulas mais profundas onde há um acometimento maior da musculatura esfincteriana pode ser necessária a utilização de um fio para indução de fibrose (cicatriz) e então em um segundo procedimento é realizada a secção do resto da musculatura, diminuindo assim o risco de comprometimento da continência anal.

As fístulas perianais mais superficiais tem índice de recidiva menor. Já em fístulas mais complexas, pode ser necessária a realização de mais de um procedimento para tratamento definitivo. Abaixo estão descritos outros tipos de procedimento.

O LIFT, procedimento de ligadura interesfincteriana do trajeto fistuloso, utilizado em casos de trajetos mais longos com acometimento importante do esfíncter externo, a fim de poupá-lo.

Plug de colágeno é outra alternativa para obstruir o trajeto impedindo a saída de secreção e facilitando a cicatrização.

A cola de fibrina é um material feito à base de duas substâncias tiradas do sangue humano e de uma do sangue bovino. Também serve para ocluir o trajeto fistuloso e cicatrizar os tecidos.

VAAFT é o tratamento em que é utilizada uma pequena câmera (fistuloscópio) para explorar o trajeto fistuloso até o orifício interno. Uma vez identificado o orifício interno, é realizada a cauterização de todo o trajeto fistuloso com seu posterior desbridamento a fim de formar uma superfície cruenta para facilitar cicatrização do trajeto.